Não são apenas as crianças suscetíveis aos males causados pela fumaça das queimadas. Pessoas de todas as idades, principalmente as que têm comorbidades, podem ter o quadro agravado; porém, para os que já testaram positivo para a Covid–19, a situação pode ser agravada.

“O Coronavírus somando-se à fuligem é pior. Pois, já temos população propensa a ter essa irritação pela inalação. Em Parauapebas, no Pará, o número de de pessoas já contaminadas com a Covid-19 é alto, o vírus pode deixar sequelas que levam dias ou meses para ter a recuperação total. Então a fumaça faz com que essa inflamação pulmonar venha à tona deixando a pessoa, novamente, com franca dispneia, tendo que procurar o pronto atendimento para fazer alguma medida para retornar à normalidade”, explica Dr. Izac Miranda, de um hospital privado de Manaus.

Em pessoas de todas as idades, os efeitos da fumaça e fuligem produzidos por estas queimadas podem causar problemas de saúde como intoxicação, acidente vascular cerebral (AVC), desordens cardiovasculares, enfisema pulmonar, asma, conjuntivite, bronquite, irritação dos olhos e garganta, tosse, falta de ar, nariz entupido, vermelhidão e alergia na pele, além de contribuir para o efeito estufa e aumentar, ainda mais, os efeitos negativos provocados pela baixa umidade do ar nos períodos de seca.

De acordo com o Inpe, Parauapebas registrou um aumento de 100% nos focos de calor em junho, se comparado ao mesmo período do último ano. O município também ocupa a triste posição de segundo no ranking de desmatamento no estado.