Alerta

YANOMAMI

 

 

 

Foto: Lucas Lima / ISA

 

O povo Yanomami está passando por fortes ataques realizados por garimpeiros. Na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil, há mais de 20 mil invasores, que ameaçam as vidas deste povo
#AlertaYanomami

Um massacre iminente

Em meio a pandemia de coronavírus, as comunidades indígenas da Terra Indígena (TI) Yanomami estão ameaçadas por mais de 20 mil garimpeiros ilegais, que entraram na TI ilegalmente, em busca de ouro e outros minerais. Após ataques ocorridos na comunidade Palimi ú, em 10 de maio, lideranças foram à capital de Roraima, Boa Vista, para coletiva de imprensa, onde anunciaram a morte de duas crianças, de 1 ano e 5 anos, que ocorreu devido à invasão dos garimpeiros. Ao sair do local à beira do Rio Uraricoera para a coletiva, o grupo de lideranças foi ameaçado novamente por garimpeiros armados. A situação é grave. A Hutukara Associação Yanomami, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e o Ministério Público Federal já solicitaram à Justiça proteção a estes povos originários, e a expulsão dos invasores de suas terras. Até o momento, um efetivo da Polícia Federal esteve no local, onde trocou tiros com os criminosos, e, apesar de decisão da Justiça para que a União mantenha um efetivo armado de forma permanente na comunidade, o pedido não foi prontamente atendido. Ataques seguem acontecendo ao povo Yanomami, e o governo assiste de forma passiva um genocídio prestes a acontecer.

Desmatamento na Terra Indígena Yanomami,
entre janeiro e julho de 2019

Matérias

Linha do tempo

Agosto 15, 1987 

Serra Couto Magalhães (RR)

Em 15 de agosto de 1987, indígenas Yanomami e 150 garimpeiros acampados na serra de Couto Magalhães entram em confronto, 7 indígenas foram mortos. Indígenas Yanomami entram em confronto com 150 garimpeiros acampados na serra de Couto Magalhães. Os garimpeiros mataram 7 indígenas e feriram 47.

O grupo estava armado com espingardas. Os indígenas responderam ao tiroteio dos garimpeiros. Polícia Militar, Exército e Polícia Federal foram até a área, mas os garimpeiros não aceitaram o aviso para deixar o local, por conta de terem encontrado muito ouro. Os conflitos e a tensão permaneceram.

Abril 25, 1988

Paapiú (RR)

Em 25 de abril de 1988, um confronto entre garimpeiros e indígenas em uma Gruta na região do Paapiú, em Roraima, resulta na morte de 8 indígenas, conforme registro da CPT à época. Há desencontro com outras fontes no número de mortos, porém o CEDOC da CPT registrou 8 indígenas mortos.

Agosto 1, 1993

Haximu (RR)

Em 01 de agosto de 1993 ocorre o que ficou conhecido como Massacre de Haximu.
Esse massacre é resultado das tensões relacionadas à corrida do ouro desde 1987 no Brasil, que incluem conflitos entre os garimpeiros brasileiros e o povo Yanomami. O nome da aldeia tornou-se mundialmente conhecido após o sangrento massacre que vitimou 16 Yanomamis, incluindo 5 crianças, mulheres e idosos de Haximu, pegos de surpresa no início de uma manhã por um grupo de garimpeiros fortemente armados.

Abril 14, 2013

 Alto Alegre (RR)

 

Em 14 de abril de 2013, de acordo com a Funai, um conflito com armas de fogo entre tribos yanomami deixou 05 indígenas mortos e 07 feridos. Os indígenas da região de Alto Alegre (RR), afirmaram à Funai na época, que estavam sendo armados por garimpeiros em troca de permissões para exploração ilegal de ouro na terra indígena, que estaria invadida por ao menos 1.600 homens.